Havia uma carta sobre a escrivaninha, uma carta sem destinatário ou remetente. Uma carta que dizia: “Ainda bem que você foi embora, não aguento mais sofrer por sua causa. Você é um tremendo de um idiota, convencido, arrogante e idiota de novo. Ah, esqueci de mentiroso. É, mentiroso mesmo, a única coisa que saía da sua boca eram palavras falsas e manipuladoras. Eu acreditei, acreditei mesmo. Cara, na boa. Se fosse pra você ir embora desse jeito, porque me disse tudo aquilo? Por que disse que me amava? Pra depois ir embora como se nada tivesse acontecido? Pode até não ter significado pra você, mas pra mim significou bastante. Eu chorei, chorei mesmo. Demais. Tudo bem, agora já passou. Não se preocupe! Ah, verdade. Você nunca se preocupa. Eu deixava de sair para ficar no msn contigo, deixava de fazer as coisas que eu gostava, pra falar com você. Eu te amei. Te amei mesmo, e não foi pouco. Teve um certo dia em que eu entrei no msn, fiquei esperando você entrar, esperei o dia inteiro e nada. Tudo bem. Fiz a mesma coisa no dia seguinte. E no outro, no outro, e no outro… Se passou meses. Notícias? Nenhuma. Ok, estou conseguindo superar. Mas velho, porque você foi iludir? Na boa, se fosse pra ir embora, poderia nem ter entrado na minha vida. Escrevi isso porque as palavras não saem da minha boca. Não quero que você leia isso, nem quero que saibam que eu escrevi. Mas eu precisava, precisava colocar isso pra fora. Estava machucando demais. Bom, vou terminando por aqui. Agora, só deixo o meu “Adeus” que antes era um “Eu te amo”. (acorde₪pequena)